Cloaca de Guarapiranga
Frequento desde 1970 a região da magnífica represa de Guarapiranga, tendo me associado na época à um clube às margens da mesma.
Assisto com tristeza o processo de degradação que transformou em cloaca, aquela que além de extensa área de lazer, é um dos mais importantes mananciais de água "potável" (após intenso tratamento quimico) de aproximadamente 4 milhões de habitantes.
Anos atrás lí , que nem tudo estava perdido, pois um programa de recuperação e revitalização, com fundos do Banco Mundial, estaria em curso.
Assim foi um choque lido recentemente manifestação do senhor Mário Mantovani, da insuspeita SOS Mata Atlântica, informando-nos que U$ 360 milhões foram jogados fora no tal projeto e que novo projeto denominado Projeto Mananciais de U$ 260 milhões, avança(?) na mesma direção.
Estarrecido, peço que alguém me esclareça sobre o que de fato ocorreu com o projeto Guarapiranga.
Afinal existe esperança na recuperação da Guarapiranga? O que foi feito com tão extraordinária conta ( em dólares) e que provavelmente será debitada à nós contribuintes?
Terá também se transformado em "valores não contabilizados de campanha"?
Escrito por Ipilanpan às 22h21
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Imprensa Transgênica
O editoriais pipocam em todos os órgãos da grande imprensa atacando ambientalistas como se fossem todos irresponsáveis, desocupados e ignorantes. Desinformam e revelam desconhecimento do assunto transgenia ao repetir textos que mais se assemelham com releases.
Alguns editorialistas não sabem sequer o que é uma semente de soja transgênica:
É uma semente cuja principal utilidade é resistír às aplicações de herbicidas, por sinal, fabricados pelas mesmas empresas que produzem a semente.
Pesquisas realizadas nos países que cultivam a soja transgênica, confirmam que: a) a soja transgênica não é mais produtiva quando comparada às variedades convencionais; a transgenia não foi desenvolvida para isto; b) não há nenhuma qualidade alimentar superior às variedades de cultivos convencionais; c)a fome tende a aumentar e não diminuir com o cultivo da transgenia: maior endividamento dos produtores, empobrecimento e êxodo rural; d) a maioria dos consumidores rejeita a transgenia. Em 2005, os governos do Canadá, Austrália e Nova Zelândia se manifestaram contra a moratória proposta em 2000 sobre a liberação do uso do GURT-Genetic Use Restrition Tecnology, o gen que "esteriliza" as sementes nas espécies transgênicas, para impedir a sua reprodução pelos agricultores, como ocorre no cultivo tradicional. O objetivo é apenas o de elevar o grau da dependência tecnológica desejada pelas transnacionais que dominam a produção de sementes, agrotóxicos e fármacos. O que os países produtores e exportadores de soja pretendem é que o Brasil não se torne um grande exportador de soja não transgênica.
Quanto à elevação de custos para segregação e rotulagem, segundo matéria publicada no dia anterior (14/03) página A15, pequenas e médias cooperativas estão gastando menos de US$ 0,30 a mais por tonelada de soja.
Elaine Ruby EngªAgrônoma
Escrito por Ipilanpan às 22h17
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Desinformação desenfreada
Estou impressionado com o papel "desinformador" da grande imprensa no asunto MST. E grande parte dos leitores irrfletidamente vai na onda.
Esqueceram-se do que aprenderam na escola e a imprensa em geral, não abrindo espaço ao contraditório, deixa de cumprir com seu papel de informar.
Do meu antigo ginasial, lembro-me da Guerra da Independência, Guerra da Cabanagem, Confederação do Equador, Revolução Farroupilha e da admiração que sentíamos pelos seus heróis Maria Quitéria, Eduardo Angelim, Frei Caneca, Anita Garibaldi, etc.
A Cabanagem, denominação que faz referência ao contingente de miseráveis, habitantes dos cabanos da beira dos rios e igarapés do Grão-Pará, segundo Caio Prado ”foi o mais notável movimento popular do Brasil”, foi movida por mestiços, índios e negros forros, que viviam em regime de semi-escravidão, que após a abdicação de D. Pedro I, liderados pelo Cônego Batista Campos, iniciaram o movimento por melhores condições materiais, contra os portugueses, vistos como responsáveis pela miséria em que viviam.
Isso posto, voltemos para o “fulgurante e próspero” século XXI, para o MST e seu líder.
Quem são eles? Miseráveis moradores das margens das rodovias e de favelas em torno das cidades, expulsos das terras que ocuparam no passado em razão de um modelo agrícola baseado na monocultura, representado pelo cultivo de cana-de-açúcar, soja e eucalipto, em extensões territoriais que se assemelham a países e não a fazendas.
Denominado de agronegócio, antigamente conhecido como plantation, cuja marca era o latifúndio, a monocultura e a escravidão. Hoje caracteriza-se pela alta mecanização do cultivo, pela concentração dos meios de produção e pelo terrível impacto social e ambiental que causa, pois requer a derrubada das matas originais, e resulta inequivocamente na expulsão direta ou indireta dos seus habitantes originais.
Quanto ao eucalipto, empregado como matéria-prima para carvoarias e indústrias de celulose altamente poluidoras, trata-se de espécie exótica, vinda com a intenção de substituir a derrubada da nossa mata nativa. Ocorreu que não só derrubaram a mata nativa (nossa tão falada Mata Atlântica) como a substituíram pelo eucaliptal. O primeiro mundo transfere para nós o custo ambiental e social de produzir a matéria –prima que ele necessita. Na matéria de Daniel Piza (Estado 12/03) está explicitado o grande consumo de água extraído pelo cultivo do eucalipto no Cerrado mineiro e a extinção deste bioma. A geóloga Dirce Ribeiro de Melo, na mesma matéria, conta: “cem por cento das veredas em meio à floresta de eucaliptos estão parcialmente degradadas”.
Que outras motivações ainda procuram aqueles que chamam Stédile e sua gente de bandidos, selvagens, vãndalos? Quem irá defender este contingente de miseráveis expulsos pela fome e pela miséria que vagam por aí? Quais dos nossos cientistas? Os que choram a perda de importantes estudos para o bem da agressiva exploração transnacional, ou os que comercializam o sangue do matuto para estudos internacionais da malária?
Enfim, não adianta ficarmos apenas chorando a perda do Rolex para um trezoitão num farol ou colocar mais tijolos no muro de casa. Não resolve. É preciso olhar para história de nosso país e superar a mesquinhez, se desejarmos de fato, um Brasil melhor, em que todos tenham oportunidades. E é melhor que seja logo, se quisermos salvar os dedos.
Escrito por Ipilanpan às 22h09
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Tristeza
Leio diariamente manifestações de leitores, com ironias que julgo irrefletidas.
A realidade é que imensa tristeza toma conta dos brasileiros.
Sem dúvida alguma erros terríveis foram cometidos e devem ser apurados.
Mas, o que eu não consigo entender é o seguinte:
Só o PT praticou esses crimes?
A movimentação de dinheiro sujo do "capo" Valério teve início em 1999, portanto trabalhando, na época, para quem?
E o caso Sérgio Mota, por ocasião da quebra do monopólio nas telecomunicações, não teve também compra de votos? Por que não foi apurada?
E por ocasião da votação da reeleição? Não ocorreram coisas estranhas?
O Brasil "quebrou" naquele ano porque FHC manteve o Real valorizado artificialmente, provocando uma evasão de divisas nunca vista. Em seguida pra salvar o Banco FonteCindam, Salvatore Cacciola e o Proer, desembolsou das nossas finanças 30 Bilhões de reais!
E como é que todos os prestadores de serviços de telefonia, luz, gás conseguiram no governo FHC contratos que lhes permitem, hoje, aumentar tarifas pelo maior índice, enquanto nossos salários são reajustados pelo menor?
E os operadores de pedágios, concedidos no governo Mário Covas, que também aumentam despudoradamente, apontando contratos que lhes permitem aumentos muito acima da inflação?
Será que não houve tráfico de influência, compra de votos, e manobras de bastidores?
Agora , o que estranho mais é que nós sabemos que tudo isso ocorreu antes, sim. Inclusive o arauto Roberto Jefferson disse isso claramente, mas misteriosamente isso não está repercutindo.
Estranho também o fato de que a imprensa na época,"não conseguiu" entrevistas exclusivas de secretárias, gravações secretas, cópias de contratos e declararações bombásticas de deputados, não é verdade?
Todos se contentaram com rumores, para não interromper a marcha rumo à "modernidade e à globalização".
E as alianças com PFL, PTB e outros não incluiu barganhas? Todos os diretores apadrinhados se comportaram com absoluta lisura no comando de poderosas estatais?
Uma coisa é certa, na minha opinião, por mais triste que seja afirmar isso: O PT pode ter sido ingênuo e incompetente na tarefa de corromper e ser corrompido, mas não foi o primeiro partido a fazer isso.
Espero, mas duvido, que seja o último.
Escrito por Ipilanpan às 21h27
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Erói com H
Esta semana não está havendo festa nem qualquer tipo de comemoração para este herói.
E ainda não seria para tal, pois todos que pararam para pensar no ocorrido, ainda vivem o choque dos trágicos acontecimentos de 05 de abril de 2005.
Não houve reverências ou grande e comovida repercussão.
Os jornais se ativeram a descrever fria e laconicamente os fatos e as TVs concederam-lhe poucos segundos.
Apesar disso, São Paulo ganhou um grande e verdadeiro herói que, ao contrário de algumas figuras relevantes e outras nem tanto, não era famoso antes e não ficou famoso depois de sua trágica morte. Não houve honras fúnebres, nem a presença de políticos e governantes, que talvez, de alguma forma, tenham contribuído, para a perda pela nossa cidade, de seu filho corajoso e nobre.
Falo de Dênis Conceição Lindolfo, 18 anos, manobrista, que para tentar salvar a vida de Joice Tavares Schimid, 24 anos, desceu de sua moto e se atirou às águas imundas de uma enchente, sem pesar prós e contras e sem pensar em qualquer tipo de recompensa.
Morreu levado pelo turbilhão, no bairro Vila Jaguara.
Eu proponho que este gesto tenha uma mínima recompensa: que seja dado o nome de Dênis à alguma grande e florida avenida, fazendo um pouco de justiça a um verdadeiro herói paulistano.
Em seu gesto ele reafirmou o que William Shakespeare escreveu sobre a nobreza humana:
"Aprendi, que muitas vezes quando caí, foi quem eu achava que não me ajudaria que me estendeu as mãos..."
Escrito por Ipilanpan às 23h41
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DESCONSIDERANDO O CÓDIGO DA VINCI
Depois de achar que só eu não tinha lido, finalmente acabei de ler o Código da Vinci.
Na minha opinião o grande mistério que envolve o livro e que não é desvendado no final é:
Por que vendeu 10.000.000 de livros?
É verdade que o tema do Sagrado Feminino é bastante interessante e plausível. Assim como algumas re-interpretações de quadros de Da Vinci e de alguns símbolos do cristianismo cujas análises são no mínimo curiosas.
Pena que estas idéias estejam embrulhadas em uma trama ridícula, onde o que predomina, na minha opinião, é apenas subliteratura.
O autor Dan Brown maneja (mal) as palavras enrolando-se na questão da passagem do tempo e criando artifícios bobos para conduzir a trama. Os personagens fazem coisas bizarras e sem sentido, tudo para tentar conduzir o leitor para um desfecho que ainda por cima fica óbvio já na metade do livro.
Não sou um erudito e manifesto estas palavras movido pela sensação de ter sido enganado talvez pela maior qualidade deste livro: uma belíssima e bem sucedida ação de marketing.
Aproveito para indicar alguns livros que li nos últimos tempos e achei muito bons:
- A Era dos Festivais de Zuza Homem de Mello
- A Estrela Solitária de Ruy Castro
- Dois Irmãos de Milton Hatoum ( excelente)
- De Moto pela América do Sul de Ernesto CHÊ Guevara
Escrito por Ipilanpan às 16h50
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[Elca][elcamontenegro] Nao gosto de generalizacoes e acho engracado quando as pessoas se acham no direito de julgar e ironizar publicamente os sentimentos e acoes de outros so porque nao coincidem com sua maneira de pensar e agir. Gostar de animais nao esta regulamentado por lei! Felizes aqueles que, sentindo-se sozinhos, estao buscando e encontrando nos animais uma maneira de trabalhar suas afetividades e frustracoes. Ninguem tem nada a ver com isso! E tambem acho que cada um da o nome que quer ao que tem: seu espaco, suas pinturas, seus livros, suas invencoes, seus filhos ou seus animais. Eu dou nome ate aos meus passarinhos e adorei quando alguem deu lindos nomes para as tartarugas que sempre nadam no mar em frente da minha casa. E vou verificar o nome Laika pois talvez tambem seja nome de gente, em outra lingua. Respeito sua opiniao e quero que respeitem a minha! Acho melhor deixar que cada um toque a vida como quer, sem se arvorar o direito de julgar as opcoes alheias!
12/03/2005 23:18
RESPOSTA:
Elca:
Ou você não leu meu texto Vida de Cão até o fim, ou não se interessou em entendê-lo.
Em nenhum momento ironizei o sentimento que as pessoas têm em relação aos seus animais de estimação. Não discuti o direito seu, meu ou de qualquer outro, de sentir prazer na companhia de um animal doméstico.
A ironia está direcionada aos donos que, passando a tratar seus bichos como gente, deixam de lado regras básicas da convivência em sociedade.
O mais comum é esquecerem-se dos limites, ferindo o direito do outro: o que é natural para um pode não ser para o outro.
Acho absurdo alguém impor lambida de seu cão a alguém, só porque acha gostoso beijá-lo na boca.
Acho absurdo eu ter de pagar um funcionário para ir duas vezes por dia lavar o cocô do cachorro que o dono achou normal ser feito aqui na minha porta. Também não gosto de ter que andar na calçada olhando para o chão.
Acho absurdo levar susto com um cão que o dono acha mansinho.
Acho absurdo morrerem crianças atacadas por feras que não estão em jaulas.
A menção aos nomes, às manias e ao comportamento inapropriado de certos donos é apenas uma tentativa de provar o que penso:
Quanto mais o homem trata o bicho como gente mais egoísta e individualista ele se torna diante de outros homens.
Reitero minha crença de que o individualismo seja a principal doença da sociedade contemporânea, que necessita de soluções coletivas para alcançar o bem estar comum.
Quanto ao que você diz: “ Acho melhor deixar cada um tocar a vida como quer...” eu acrescentaria: respeitando os direitos dos demais.
Escrito por Ipilanpan às 14h14
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João Kléber? Socorro!!!
Prezados telespectadores:
Estou com medo.
Medão mesmo!
Explico. Liguei a TV hoje à tarde (08/03) para assistir em casa Chelsea x Barcelona, pois como alguns sabem estou em processo de convalescença em casa.
Não sei a razão, pois estava anunciado no jornal, mas a transmissão não ocorreu e estava no ar o programa do João Kleber.
Meu Deus do Céu! O que é aquilo?
A cena era dantesca, com o perdão de Dante: marido e mulher discutindo ao vivo os fracassos de uma relação de uma forma tão violenta, tão crua e agressiva que fiquei nauseado, como se estivesse sentindo o cheiro da podridão humana. E senti medo!
Medo de ver a que ponto chegou a humanidade e pensar aonde ainda poderá chegar.
Pensei nos (dois) filhos destes imbecis assistindo a cena em que papai e mamãe se xingavam, se maltratavam, se batiam, ali, em público e para todo o Brasil!
Não tive como não imaginar essas crianças com graves perturbações psicológicas e comportamentos anti-sociais, vitimados pela vontade desmedida de pessoas querendo se destacar na multidão.
E o que dizer deste arremedo de apresentador, este protozoário chamado João Kleber, que arma este circo das misérias humanas apenas e tão somente para faturar, não importando quem vai ferir ou que tipo de pessoas vai ajudar a formar?
E, sinceramente, o maior medo que senti foi pensar na hora apenas numa alternativa: censura!
Eu sei, eu sei, que muitos dirão que vivemos numa democracia, em que todos têm direito a se manifestar, que passamos por uma ditadura, que censurava sistematicamente, mas este caso tem que ser olhado com outros olhos.
A ditadura censurava a opinião fosse ela contrária ao regime.
O que advogo é a censura ao mundo cão: acho que quem quer que exponha pessoas ou raças ao ridículo, ou explore os mais baixos instintos ou divulgue as misérias de um assunto tão delicado como a relação pai e mãe, num horário em que os assistentes serão seus filhos, deve ser censurado.
Quem sabe um conselho de notáveis pudesse opinar nestes casos.
Não existem conselhos para evitar monopólios (CADE), propaganda enganosa (CONAR), etc?
Vamos propor um Conselho para impedir essas cenas?
Escrito por Ipilanpan às 15h44
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Vida de Cão
A cada dia que passa fico mais impressionado com o comportamento pouco civilizado de muitos, não todos, donos de cachorros em nossa cidade.
Nada contra os cães, mas alguns donos precisam de terapia urgente.
Antigamente, apesar de ser chamado “melhor amigo do homem”, cachorro era tratado exclusivamente como bicho:
Vivia no quintal, apanhava quando fazia xixi na sala, comia na cumbuquinha dele os restos da comida dos donos, dormia numa casinha, ou num cantinho no puxado do tanque.
Imagino que em função da solidão e do isolamento das pessoas dentro das suas próprias casas, o cachorro tenha deixado de ser um animal de estimação, para se tornar o companheiro de todas as horas.
Quando digo companheiro é em substituição aos filhos, namoradas, maridos e principalmente, amigos.
Hoje escuto cada coisa que fico pasmo:
- Meu cachorro só dorme na minha cama.
- Meu cachorro fica com ciúmes quando fico no telefone.
- Não pude ir ao cinema porque não tinha com quem deixar a Sophie (uma poodle)!
Dar nome de gente então, é obrigatório. Inclusive nomes compostos: Marcus Magnus, Sharon Bullock.
E os cãezinhos que andam no colo enquanto seus donos dirigem?
Sem falar nos artigos para cachorro, de sofás até rastreadores.
Que saudades da minha Laika! Mezzo pastora mezzo qualquer coisa, que tomava conta da minha casa e brincava comigo de correr atrás, ou de trazer o pedaço de pau que eu havia arremessado.
Na época, nem se pensava em levar cachorro para “tirar tártaro” ou cortar unhas e nem mesmo dar banho. Banho era no esguichão em dia de sol!
A Laika era linda e morreu com dignidade canina: saltou o muro para dar umas baladas nas imediações e foi atropelada por um caminhão de lixo!
Olhando a cidade, a conclusão é que a maioria dos donos de cachorros está mesmo confundindo as bolas!
Xixi e cocô em todas as calçadas.
Reparei que a calçada do meu prédio é limpa duas vezes por dia, por causa das “demarcações de território”.
O mais engraçado é que as pessoas levam o totó para fazer as necessidades sempre num “vizinho não muito vizinho”.
E fazem cara de desentendidos (não estou vendo nada!), quando o fofo começa a se contrair todo!
Hoje ao entrar no elevador social encontrei uma poça fedorenta e cadê o dono para tomar providências?
E a Lei, então?
Sim todos sabemos que existe uma lei que obriga cães ferozes, destes que estraçalham criancinhas, a usar focinheira. Mas, se você falar isso para o cidadão(?) que anda com o bruto até sem coleira, o cara começa a rosnar e xingar no ato e ficamos sem saber qual dos dois ali é o bicho!
Gente! Cachorro queiram ou não, é um animal irracional, e tenho certeza, prefere e deve ser tratado como tal.
Já os cidadãos, aqueles que andam pelas calçadas, parques e elevadores contam com racionalidade dos donos e devem ser respeitados, porque como diziam nossos avós: “Respeito é bom e nós gostamos” e Lei é para ser cumprida.
Escrito por Ipilanpan às 17h29
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